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Pra onde tá indo os 600 reais emergenciais?


A pergunta que não quer calar? Onde esse povo que está recebendo os 600 reais está gastando esse valor? Eis a questão!
O isolamento social deixou as pessoas em casa impedidas de trabalhar, principalmente, os trabalhadores autônomos e informais, que necessitam do giro de seus negócios para obter ganhos, e com isso sobreviver.
Com essa medida determinada pelo Ministério da Saúde, e depois pelos governadores e prefeitos, restou para o governo federal instalar um "Auxílio Emergencial" para parte dos brasileiros que estejam dentro dos pré-requisitos estabelecidos para receber R$ 600,00, e alguns até R$ 1.200,00, quando considerados chefes de família.
Os valores podem até ser inferiores ao que poderiam alcançar essa gente se estivesse na ativa, contudo, trata-se de um "auxílio", sem a necessidade de qualquer obrigação de pagamento no futuro, o que despreocupa qualquer cidadão, diferente se fosse empréstimo.
O Ministério da Cidadania informa que já foram transferidos R$ 31,3 bilhões, e ainda serão avaliados cerca de 12 milhões de cadastros para a primeira parcela. É muito dinheiro! É daí que começam os questionamentos: para onde estão indo esses bilhões?
Um industriário do ramo de móveis levantou essa indagação, fazendo uma referência ao comércio fechado e lamentando que esses recursos nas mãos desses brasileiros poderiam estar girando nos mais variados setores do mercado. "Estamos perdendo uma boa fatia para o consumo de álcool", me disse o empresário.
A ponderação dele é tão pertinente, que há registros em vários veículos de comunicação fazendo essa constatação. Ainda mais quando os artistas também de casa estão fazendo Lives, o que provoca o consumo de bebidas.
Evidente que não se trata de generalidade, considerando que algumas pessoas aproveitaram os recursos para reforçar suas dispensas com alimentos, garantindo o abastecimento do consumo domiciliar enquanto a vida não volta ao normal. Mais prudente!
Algumas medidas de flexibilização já estão sendo adotadas por prefeitos e governadores, o que pode atender essa expectativa dos empresários, pegando essa grana do "auxílio" nas mãos dos brasileiros beneficiados, já que só foi paga a primeira parcela.

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