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MDB de Aracaju (in memorian)

Em tempo de Covid - 19, o Coronavírus, o óbito é o extremo das consequências que a doença pode alcançar. Inclusive, essa é a razão de todo país se encontrar em isolamento social para evitar o contágio, e assim não necessitar parar nas estatísticas que diariamente estão nos noticiários: X infectados - Y confirmados - W curados - Z óbitos.
Eis que no apagar das luzes para que os partidos políticos pudessem receber novos filiados, inclusive com a janela aberta para os detentores de mandatos, o presidente da executiva municipal da capital, o ex-governador Jackson Barreto, anuncia que a sigla não teria chapa para candidaturas a vereador, justificando entre outros motivos, o Covid - 19. Foi a óbito.
Ainda no velatório, o presidente estadual do MDB, deputado federal Fábio Reis, declara que não há crise no partido, mas, revela sua contrariedade com o "amigo" Jackson, que permitiu esse fim logo na capital, mesmo confessando que teria lhe oferecido as condições necessárias para estruturar o MDB de Aracaju, e não fez.
Surpreendeu a "decepção" do presidente estadual com o resultado do MDB da capital sob o comando de Jackson Barreto, já que este havia anunciado lá atrás que não ficaria no partido, deixando-o logo após a aleição municipal deste ano. Ponto.
Outro atestado que o ex-governador deixou claro que pretendia presidir o MDB na capital, depois que percebeu a chegada de Fábio Reis para o comando estadual, vindo de cima para baixo, foi o anúncio com bastante antecedência de apoio à reeleição de Edvaldo Nogueira, tendo em seu quadro o deputado estadual Garibalde Mendonça, que nunca negou seu desejo de ser prefeito de Aracaju.
A forma como chegou à presidência do MDB de Aracaju foi bem ao seu estilo. Atropelou o deputado estadual Garibalde Mendonça, que estava na presidência, e só tomou conhecimento de sua saída para chegada de JB pelo jornalista Jozailto Lima, que foi lhe entrevistar sobre as mudanças no partido. Uma grande falta de respeito. A verdade é essa!
Já na cadeira presidencial do MDB da capital, e depois de entrgar o partido para Edvaldo pensando apenas em si, JB começou a ocupar os espaços políticos planejados pelo atual prefeito para a sigla. Com o baralho na mão, Jackson escolhia as melhores cartas (espaços políticos), e depois o resto. 
As mudanças da forma como fizeram desagradaram os deputados Garibalde Mendonça e Zezinho Guimarães, enquanto Jackson ia abrindo a porta de saída para outros, como foi o caso do vereador Dr. Gonzaga. Tudo isso foi público, mas, parece que não chamava a atenção dos irmãos Reis, que somente agora perceberam a gravidade.
Em tempo, mas, não para construir uma chapa de vereador à altura do MDB, Fábio diz que irá procurar o deputado estadual Garibalde Mendonça para conduzir o processo municipal da capital de agora por diante, com algum encaminhamento para o apoio ao prefeito Edvaldo Nogueira em sua reeleição.
Outro erro. Não o de procurar Garibalde para esta missão, mas, já acenando com uma espécie de bloqueio ao desejo do deputado colocar seu nome à disposição do povo de Aracaju. Por quê não? 
Se os irmãos Reis desejam entregar  a condução do processo para o parlamentar estadual com base em Aracaju, é preciso que considerem o jogo zerado depois da desconstrução feita pelo ex-governador Jackson Barreto, e dêem a liberdade e autonomia que Garibalde necessita para que o MDB esteja inserido no arco de aliança de Edvaldo com todas as possibildades que estão postas no entorno da aliança do atual governador Belivaldo Chagas, como é o caso do PT, que vai bancar uma candidatura própria, mas, continua apoiando o governo estadual.
Se for pra não ser assim, muda-se apenas o nome do comandante do partido na capital, e o MDB de Aracaju continuará em óbito, segundo JB, por conta do Covid-19. 

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