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A solidariedade, os desafios e as máscaras expostos pelo Coronavírus


É tempo de refletir, analisar, e extrair ensinamentos que a emergência revelou, diante do mal que vem tomando conta do mundo, e com um crescimento assustador a cada atualização dos números de casos confirmados infectados pelo coronavírus, além dos óbitos.
Tão logo o planeta tomou conhecimento dos primeiros casos na China, a certeza era que a doença avançaria para outros países, e neste caso, vale enfatizar, a grande maioria esperou chegar para crer, mesmo concientes que em algum tempo chegaria nos seus territórios.
O mundo está parado aguardando os sinais de segurança das autoridades, pricipalmente, sanitárias, para que a vida da sociedade volte ao normal, e os setores econômicos reestabeleçam a ordem, e todos possam continuar cultivando seus sonhos e projetos.
A intolerância no ambiente político, mesmo diante do que estamos passando, é impressionante. As duas torcidas em atividade no Brasil - PT x Bolsonaro - chegam a ser ridículas em algumas ações motivadas apenas pela politíca, afastando-se completamente do que a maioria dos brasileiros desejam neste instante de pandemia.
A verdade é que a espera pelos primeiros casos em solo brasileiro sem a severidade da prevenção foi um grande vacilo e, ou excesso de fé que o coronavírus nunca nos alcançaria. Chegou, e a emergência passou a ser escola para os governantes e autoridades sanitárias.
Às vezes não quero acreditar, mas, é muito difícil não imaginar que existem adversários dos governos atuais, seja federal, estadual ou municipal, torcendo que algumas decisões no combate a pandemia sejam equivocadas para desgastarem politicamente. Alguém tem dúvida disso?
Em meio aos apelos dos governantes para o cumprimento da quarentena, militantes do PCO estavam nas ruas distribuindo e pregando cartazes numa campanha: "Fora Bolsonaro". Diga aí! Existe alguma cumplicidade dessa gente com a causa pandemia? Com certeza não. Loucura total!
A medida provisória publicada pelo governo federal, e logo depois reeditada com algumas revogações dos artigos que tratavam dos contratos de trabalho foi outra bandeira para novamente a política sobrepor o coronavírus. Adversários oportunos aceleram na crítica para desgastar a imagem do governo, mas, não oferecem alternativas e propostas para melhores ajustes.

Ensinamentos e solidariedade

Em tempo de restrições de reuniões, vimos decisões importantes sendo tomadas após encontros do presidente da república por teleconferência com prefeitos e governadores, cada um nos seus gabinetes, promovendo além da prevenção, uma economia com os deslocamentos de todos que geralmente deveriam estar em Brasília para decidir da mesma forma.
A União rapidamente cedeu às agonias que vivem os estados e municípios, coisa que poderia acontecer sempre, desde que não tornasse vício para os executivos menores que recebessem os benefícios, e não aplicassem corretamente em favor de sua população.
A saúde sempre teve na pauta dos discursos das deficiências e necessidades pela unanimidade dos políticos, porém, precisou de uma pandemia para revelar que todos estavam despreparados para enfrentar problemas nessas proporções.
Profissionais das áreas de saúde, segurança, assistência social e limpeza pública foram aplaudidos e homenageados pelos serviços prestados nesse momento tão difícil. Muito bacana, mas, esses mesmos profissionais estão todos os dias nas suas atividades passando dificuldades pela falta de estrutura que encontram nos seus setores, revelados agora pela crise sanitária.
Empresários que também foram atingidos pelo isolamento dos consumidores, uniram-se, e tiraram um pouquinho dos seus lucros para oferecer respiradores mecânicos aos hospitais que precisam do equipamento para salvar as vidas dos aqui ali chegam. Muito legal! Mas novamente questiono: não sabiam da deficiência dos hospitais, e por isso não fizeram esse mesmo gesto tempos atrás? Ok, tudo bem, valeu, antes tarde do que nunca!
E as vaquinhas? Ah! Essas estão espalhadas por todo canto! Trabalhadores anônimos, servidores públicos de todos os poderes, religiosos, enfim, a sociedade assustada entendeu que não adianta "ficar com a boca escancarada, cheia de dente, esperando a morte chegar", então, "#partiu", e vamos todos nos envolver, pois somos partes de tudo isso.
Por fim, na condição de humano que somos, portanto, capazes de errar, fui buscar a primeira versão do "Ato de Contrição" da igreja católica, imaginando ser oportuno para todos, de alguma forma.

Ato de Contrição

"Meu Deus, porque sois infinitamente bom,
e eu Vos amo de todo o meu coração,
pesa-me ter-Vos ofendido,
e, com o auxílio da Vossa divina graça,
proponho firmemente emendar-me
e nunca mais Vos tornar a ofender.
Peço e espero o perdão das minhas culpas
pela Vossa Infinita Misericórdia.
Amém".

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