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Nem tão Verde assim!

Ontem, quarta-feira, 5, foi dia de novidades na corrida pela prefeitura de Aracaju. Ainda pela manhã, circulou a notícia que o Partido Verde teria abortado a candidatura própria, neste caso, deletando o pré-candidato Almeida Lima, que já se posicionava e atendia como o nome definido pelo partido para constar entre as alternativas à disposição do eleitorado aracajuano.
Logo tive a confirmação de Rodrigo Paixão, um dos dirigentes verdes, que justificou a decisão pontuando falta de metas prometidas por Almeida na conversa inicial, que segundo ele, deveria trabalhar o fortalecimento do partido na capital e no interior. A falta de diálogo com dirigentes e pré-candidatos da sigla também foi levado em consideração. Completando a lista de motivos, Paixão disse que o partido não teria mais candidato majoritário, e passaria a trabalhar no objetivo de eleger dois ou três vereadores na capital, compondo majoritariamente com um candidato a prefeito de outro partido. Por fim, ele disse que Almeida Lima ainda não estava filiado.
À tarde foi a vez de confirmar com o próprio pré-candidato abortado pelos verdes, que declarou surpresa diante da decisão, todavia, disse não querer abrir qualquer querela com o Partido Verde, e que seguiria com o seu projeto de candidatura para a prefeitura da capital, ficando à disposição de outras siglas, com as quais deverá conversar até a data limite de filiações.
Numa análise mais criteriosa sobre o ocorrido, vale dizer que o mundo da política não é ambiente para "inocentes", portanto, diante das mudanças para as candidaturas proporcionais, fica difícil entender que um partido opte pela formação de uma chapa de vereador, querendo convencer que sem uma candidatura majoritária é melhor. Ninguém é menino!

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