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Jackson Barreto sujeito a prática da bigamia

A notícia que circulou ontem foi a visita do ex-governador Jackson Barreto ao prefeito Edvaldo Nogueira na sede da PMA. Até aí nada demais.
Só para lembrar os recados mandados por JB antes desse encontro, estão registrados: a) "Edvaldo precisa conversar e dar mais atenção  aos aliados"; b) "dependendo das alianças que Edvaldo faça, eu não subo no palanque". Foi o que declarou o ex-governador em algumas conversas com a imprensa.
Enquanto "puxava a orelha" do atual prefeito, Jackson também pregava a unidade do grupo, inclusive com o Partido dos Trabalhadores, que logo depois anunciou o rompimento com Edvaldo, e anunciou Márcio Macedo pré-candidato prefeito de Aracaju.
É aí que o ex-governador começa a viver tentado pela prática da bigamia, uma vez que se encontra com duas alianças no seu dedo. Já declarou apoio à reeleição de Edvaldo, e continua fiel à causa do ex-presidente Lula, que deve vir para Aracaju pedir votos para o candidato de seu partido.
Com duas "paixões", JB passou o último fim de semana em viagem, e aproveitou para postar uma foto sua onde se encontrava, dizendo na legenda que "meditava pelo futuro da querida capital".
Outra conversa que está prometida para acontecer será entre Jackson e Lula, quando o líder petista deverá pedir o apoio de JB para Márcio Macedo, o que deverá deixar o emedebista entre a cruz e a espada.
O que foi dito pelo ex-governador para Edvaldo na conversa de ontem ainda não se tem conhecimento de todo conteúdo, todavia, não se pode duvidar do poder de convencimento do ex-presidente Lula.
Firmando o que já declarou em favor do atual prefeito, Jackson deverá ouvir um discurso muito forte do PT contra a aliança de Edvaldo, e lá estará ele, ainda que não suba no palanque.
A bigamia é a relação de um casamento sem que outro tenha sido dissolvido. 
Com todo respeito que tenho à pessoa, e ao político Jackson Barreto, fico imaginando ele numa campanha em Aracaju no meio de "dois amores". Me fará lembrar a obra "Dona Flor e seus dois maridos", e o grito daquele nóia: "É  uma doideira da porra". 

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