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A pesquisa, o cliente e a dúvida!

Os últimos dias de Janeiro do ano novo trouxe uma sondagem do eleitorado da capital feito por um recente instituto contratado pelo partido Cidadania que gerou algumas variáveis  e resultados surpreendentes. 
Com todos os requisitos legais atendidos para divulgação da pesquisa, os resultados dos cenários aplicados para consultar o eleitor devem ter deixado o "cliente" contratante bem satisfeito.
Poucos dias depois de deixar o cargo que estava ocupando no governo Bolsonaro, a delegada Daniele Garcia foi muito bem citada pelos aracajuanos consultados sobre suas preferências para comandar a prefeitura da capital pelos próximos quatro anos.
A pesquisa não trouxe, ou não fez a consulta espontânea, quando o eleitor é quetlstionado em quem ele votaria para prefeito de Aracaju sem a apresentação de nomes. Muito estranho!
A delegada esteve na mídia local durante sua atividade na Deotap, e depois sumiu do noticiário, até ser convidada pelo ministro Sérgio Moro para compor sua equipe em Brasília. Sua visibilidade na área policial ganhou destaque por investigar "figurões" da sociedade, com o clichê do "combate a corrupção".
Nada mais que isso, e Daniele aparece muito bem posicionada diante de nomes mais conhecidos da política local, inclusive, o atual prefeito Edvaldo Nogueira, que está com obras por toda cidade. 
A "falta" da consulta espontânea, e o resultado que fora apurado de forma induzida, deixa um oceano de dúvida diante da relação contratante e contratado, embora tenha atendido os requisitos legais.
O fato de um contratante obter resultados positivos nas consultas realizadas por seus contratados não é problema algum, mas, com a ausência do cenário espontâneo fica complicado. 

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