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PT decide na véspera e não ouve Edvaldo

Duas informações circulam e revelam muita coincidência e, ou estratégia política. 
A primeira foi que o prefeito Edvaldo Nogueira teria pedido uma reunião com líderes do Partido dos Trabalhadores antes do encontro deles marcado para o dia 10. 
A outra trata da antecipação da reunião do PT, que deve ocorrer amanhã, 9, por uma série de justificativas.
Como dizia um velho político que "na política só não tinha visto ainda um boi passar pelo buraco de uma agulha", fico questionando ao vento como surgiram, de repente, tantos motivos para antecipar a reunião do PT que já estava marcada faz um tempinho. Seriam esses os verdadeiros motivos para antecipar, ou o pedido de Edvaldo provocou isso? 
Talvez, não posso afirmar, os líderes petistas que defendem a candidatura própria do partido tenham compreendido que qualquer conversa prévia com o prefeito Edvaldo pudesse provocar um aumento dentro dos que acham que devem permanecer no seu projeto de reeleição. Dessa forma, se alguma conversa existir, a decisão estará tomada pelo coletivo, e qualquer convencimento de Edvaldo será em vão. Seria uma possiblidade. Ou não?
Não faço qualquer restrição aos partidos políticos, e nem aos seus comandantes aqui em Sergipe, mas, pelo perfil ideológico eclético que se formou no entorno de Edvaldo, a manutenção de aliança com o PT passou a ser uma questão secundária, ou talvez, uma auto confiança de que na última hora os petistas não teriam a coragem de se afastar do seu projeto de reeleição, e enfrentá-lo nas urnas. Ficou essa impressão. 
A ruptura desses velhos aliados, ainda que seja no primeiro turno, mesmo com sinalização de um reencontro no segundo, pode provocar feridas de difíceis concretizações, tendo em vista o discurso político que será utilizado no processo eleitoral. 
O PT, por algum de seus líderes, já fala em "desprivatização" da prefeitura de Aracaju, o que deve acentuar num possível embate eleitoral. Outros dizem que não é possível aliar -se com políticos que defendem e estejam próximo do governo Bolsonaro, o que na aliança de Edvaldo já tem.
Sobre esse argumento de aliados de Bolsonaro ser um impedimento para a manutenção do PT na aliança, um defensor do projeto de reeleição do atual prefeito, referindo-se ao deputado federal Laércio Oliveira diz: "Laércio pela sua posição política nacional é impedimento para o Partido dos Trabalhadores agora, mas, não foi para votar em Eliane Aquino do PT como vice-governadora de Belivaldo?", indagou o cara. E o pior é que ele tem razão.
Mas, enfim, podem anotar e aguardar o desfecho. O PT terá candidato, e o nome será Márcio Macedo.

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