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E Jackson Barreto? Para onde vai?


O que ficou decidido na reunião do Partido dos Trabalhadores que ocorreu nesta quinta-feira, 9, é que o PT terá candidatura própria, e até o final do encontro, o único nome colocado para disputar a eleição de Aracaju foi o de Márcio Macedo, que contou com o apoio de lideranças da sigla, como a vice-governadora Eliane Aquino, o senador Rogério Carvalho, e outros filiados expressivos.
As justificativas declaradas por alguns que usaram da palavra durante a reunião, pontuavam entre a necessidade do PT retomar sua história política na capital, quando liderou o processo com Marcelo Deda, e também da ausência de Edvaldo Nogueira nas lutas que os petistas lideram em todo país. O impeachment de Dilma e a caravana Lula Livre foram citadas para enfatizar o comportamento disperso do atual prefeito de Aracaju.
Para o senador Rogério Carvalho, Edvaldo preferiu adotar uma postura de bom gestor, e abandonou a luta política que o PT liderava, para caminhar ao lado do ex-deputado federal André Moura, à época, líder do presidente Michel Temer. Quanto a postura de bom gestor, o senador não vê qualquer problema, porém, entende que não havia necessidade de Edvaldo se ausentar de momentos importantes que realizaram na capital, principalmente, pela história de aliança construída lá atrás, que fez Nogueira prefeito de Aracaju, depois de ter sido vice de Deda.
A candidatura do PT tá decidida, e a de Edvaldo também. As duas candidaturas devem ser um grande nó a ser desatado pelo ex-governador Jackson Barreto, que já anunciou apoio à reeleição do prefeito atual.
O problema é que o Partido dos Trabalhadores nega aliança com Edvaldo justificando pela sua "fulga" das trincheiras de lutas petistas, enquanto JB esteve, e continua em todas.
Sendo assim, com a campanha eleitoral em curso, numa oportunidade que certamente ocorrerá, do ex-presidente Lula vir para Aracaju em favor da candidatura de Márcio Macedo (pelo menos é o único nome posto até aqui), onde estará Jackson em momentos como esses?
Além disso, o ex-governador já andou "puxando a orelha" de Edvaldo para que dialogue mais com aliados, e bombardeou partidos e políticos que podem estar na aliança. JB chegou a dizer que não sobe no palanque de Edvaldo se determinadas figuras lá estiverem.
O ex-governador é bem habilidoso com a política. Sabe jogar o jogo, mas, na campanha eleitoral deverá passar por algumas "saias justas", quando se encontrar dividido entre as lutas do PT, e o seu candidato Edvaldo.
Há quem diga que embora JB já tenha anunciado apoio à reeleição do atual prefeito, nada impede que ele possa surpreender, mudando sua posição, dependendo do cenário político eleitoral do momento, somado à sua contrariedade com algumas alianças que Edvaldo possa fazer.
Está só começando!

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