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Democracia exige respeito as diferenças

O projeto de reforma da previdência que está na pauta de discussões da Assembleia Legislativa tem provocado a presença de líderes sindicais na galerias do parlamento estadual. Eles e seus liderados discordam da proposta, e dizem que "democracia combina com direitos garantidos e respeitados".
É natural a discordância de qualquer matéria em tramitação no legislativo estadual. Tanto assim, que os parlamentares podem votar da forma que entenderem, e até se abster da votação. A Casa é de formação plural e, por isso, nem sempre alcança a unanimidade dos votos. 
Na sessão de ontem, quando foi colocada em votação a PEC que adéqua ao que fora aprovado pelo Congresso Nacional, a maioria dos deputados entraram em consenso por algumas emendas que beneficiam os servidores com mudanças e também inserções no texto original.
Vinte parlamentares concordaram com a proposta, dois se posicionaram contra, e outros dois estiveram ausentes.
Nas galerias a "pressão" foi grande, e com muita pertubação à ordem, considerando que a Casa tem um regimento, e estabelece regras para os assistentes das sessões, que não permite manifestações contra e, ou favorável, diante dos posicionamentos dos deputados.
Nesse aspecto se constata uma divergência absurda com o conceito de democracia declarado pelos líderes sindicais. Para eles "democracia combina com direitos garantidos e respeitados". Como assim?
O que se viu na sessão de ontem foi completamente o contrário dessa "tese". As galerias garantiam as falas do deputados contrários a PEC, e desrespeitavam os favoráveis.
O deputado Zezinho Guimarães, por exemplo, foi literalmente impedido pela desordem, enquanto Iran Barbosa falou à vontade.
É preciso registrar a tolerância do presidente da Casa, Luciano Bispo, que poderia inclusive determinar a intervenção da assistência militar para estabelecer a ordem, e não fez.
A luta por direitos é legítima, porém, não pode ser com a convicção que as pautas serão atendidas e, se não forem, vale a esculhambação e o desrespeito aos contrários. Não é por aí!
Vou repetir o que já escrevi aqui mesmo outro dia: 96,98% dos sergipanos estão fora dessa reforma proposta por Belivaldo.
Então, vamos combinar: garantam seus direitos e respeito, mas, entendam que os outros, ainda que discordando, devem receber essa recíproca na prática, e não na teoria como disseram.   



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