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13º de servidores em dúvida

O governador Belivaldo Chagas concedeu entrevista ontem para o radialista Narcizo Machado na Fan FM, e deixou os servidores públicos do estado frustados com a afirmativa que "não tem dinheiro para pagar o décimo terceiro".

Declarou que se não houver garantia de recursos extraordinários, não tem como pagar o décimo-terceiro sem acessar o Banese, e que essa definição só terá no final do mês de outubro. Até lá, é aconselhável que não se faça conta com esse dinheiro, considerando a instabilidade financeira confessada pelo governador.

Outra expectativa frustada para os servidores foi quanto ao aumento de salário, que segundo Belivaldo, o momento é ruim, e não pode reajustar salários, se não tem sequer dinheiro para pagar o décimo terceiro com os vencimentos atuais.

Esses não são os poucos problemas que rondam o palácio. O governador e a vice vivem um processo de recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral -TSE, que tenta reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, TRE/SE, que cassou o mandato dos dois por um largo placar de 6x1.

Quanto ao recurso, Belivaldo disse que a decisão lhe deu mais força para continuar no trabalho, assegurando: “Não tenho apego a cargo, nem a poder, mas quero dizer que não parei um minuto sequer, quem conhece Belivaldo sabe a resposta, eu não baixo a cabeça por nada nesse mundo, fui eleito pelo povo pra representar Sergipe e eu lutarei até o fim”.

E para todos que cobram as soluções por parte de Belivaldo, lhe lembrando o slogan de campanha "Chegou pra resolver", o recado foi direto.  “O pior cego é o que não quer ver. É natural que a cobrança exista, e há muitas coisas que não dependem só da gente, depende da economia, de uma série de fatores, mas, eu cheguei para resolver e estou resolvendo” Tá dito.

Lei das fachadas

O prefeito Edvaldo Nogueira se reuniu na tarde desta terça-feira, 27, com vereadores e empresários para discutir a reformulação da Lei da Publicidade ao Ar Livre. No encontro, a gestão municipal apresentou uma proposta que amplia, de maneira significativa, as faixas de isenção das fachadas e placas de publicidade. Os empresários se mostraram satisfeitos com o projeto e voltarão a se reunir na próxima semana com técnicos da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) para a construção do projeto final.

Amazônia legal

O presidente Jair Bolsonaro reuniu ontem (27), no Palácio do Planalto, os governadores dos estados que compõem a Amazônia Legal para discutir o combate às queimadas na região. Na última sexta-feira (23), o governo autorizou uma operação de Garantia de Lei e Ordem (GLO), que ganhou o nome de GLO Ambiental, e ontem (27) liberou R$ 38 milhões do orçamento do Ministério da Defesa, que estavam contingenciados, para as ações.Todos os nove estados da Amazônia Legal – Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Mato Grosso, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins – solicitaram adesão ao decreto da GLO e a ajuda das Forças Armadas para o combate ao fogo. A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal apuram se houve ação criminosa nos incêndios que se intensificaram no início deste mês.

BANESE

Na Sessão de ontem, o presidente do Banco do Estado de Sergipe (Banese), Fernando Mota, participou de sessão especial na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para falar sobre como o governo e o Banese desejam aumentar o capital; além de esclarecer a polêmica de privatização da instituição financeira. O requerimento nº 1003/2019 é de autoria do deputado Gilmar Carvalho (PSC).

De acordo com o economista, o tema da privatização vem sendo debatido desde 1986, como advento do plano cruzado, ele “De lá para cá nada disso aconteceu porque o banco é uma instituição consistente, forte e que tem boa atuação no estado de Sergipe. A instituição financeira é rentável e não tem motivo para privatizar”, declarou Fernando Mota.

Ele afirmou que o banco não é oneroso. “O tesouro do Estado não aloca recursos do banco, pelo contrário, em função dos lucros obtidos, distribui dividendos com todos os seus acionistas, principalmente com o governo do Estado que é o principal deles”.

Durante o pronunciamento, Fernando Mota ressaltou que o estado é o maior acionista, e, por diversas vezes, o governador Belivaldo Chagas afirmou que não vai vender o banco. “Ele quer é reduzir parte dos números de ações que detém para poder se beneficiar. Esse processo de venda ou aumento de capital é para fortalecer o banco. Então, não tem o que se falar em privatização”, destacou, afirmando que o Estado vai manter o percentual permitido para manter a autonomia das ações que será de 51%. Com informações da Rede Alese.

Futurologia

O deputado estadual Zezinho Guimarães contestou o que foi dito pelo presidente do Banese, Fernando Mota, justificando que a apresentação feita na Casa tratou de projeções futuras, e dependentes do mercado financeiro. Zezinho ainda disse que o patrimônio da banco caiu, e que investidores não são atraídos pelos resultados patrimoniais que o Banese vem apresentando ultimamente. 




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