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Almeida Lima questiona o delegado Alessandro por sua proposta de CPI da Toga



O ex-senador Almeida Lima usou alguns grupos de Whatsapp para questionar o novo senador delegado Alessandro sobre sua proposta de "CPI da Toga".

No seu texto, Almeida indaga o senador sobre o conhecimento do regimento, e o jogo para platéia. Confira o texto de Almeida na íntegra:


Cartão de Apresentação

Ao assumir o mandato, o delegado/senador propôs uma CPI dos tribunais superiores. É verdade que esses tribunais precisam mesmo ser investigados no sentido mais amplo da palavra, o de serem conhecidos, de maneira ampla e profunda, a fim de lhes assegurar boas condições para que a prestação da justiça seja célere e de qualidade. Nós cidadãos merecemos por direito.
Mas será que essa foi mesmo a intenção do parlamentar? Quem poderá nos dizer? Parece-me que somente ele mesmo, e mais ninguém.
O delegado/senador tem formação jurídica e, mesmo que não a tivesse, seria obrigação dele, como parlamentar, ler e conhecer o Regimento Interno do Senado Federal, sobretudo ter o cuidado de reler o capítulo acerca de matéria que vá intervir ou propor, e mais ainda quando ela é de grande impacto e repercussão como a proposta.
Mas será que o delegado/senador leu o art. 146, inciso II, desse regimento, que diz:
“Art. 146. Não se admitirá comissão parlamentar de inquérito sobre matérias pertinentes:
...
II – às atribuições do Poder Judiciário;”

Será que ele leu?
Não leu?
Caso tenha lido, por que mesmo assim propôs a CPI?
Ele tem consciência que o presidente ou a mesa vai indeferir a CPI por ser antirregimental?
Ou ele não tem essa consciência?
Se ele sabia ser antirregimental, insistiu em propor por que sabia que o povo iria gostar?
Se verdadeira essa assertiva, é o caso dele ter jogado para a plateia?
E jogar para a plateia não é uma forma de enganação, de criar no povo um sentimento de esperança que se configura não verdadeira?
E se assim for, esse comportamento é ético?
Então, é esse o cartão de visita ou de apresentação do qual ele se vangloria como delegado/senador?
Enfim, é isso que ele chama de nova política?

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